No início da minha profissão eu ouvia alguns padeiros dizerem, “Quando a gente senta sobre um saco de farinha, nunca mais consegue mudar o rumo da nossa profissão”. E acredite, era verdade! Mas também acredite que crescer a beira de um fogão a lenha, cozinhando para 12 irmãos, pai e mãe, pode (e deve) ter influenciado o rumo que minha vida levou.
Éramos uma família pobre e em cada refeição havia um pouco de improviso, abóbora, mandioca, farinha e feijão. Mas também comíamos muito arroz socado no pilão (que era uma dureza, mas com um sabor que não encontro mais!) e os fantásticos bolos assados dentro de enormes panelas de ferro tampadas e com muita brasa.
E os pães? Bom, esses a gente ficava na vontade, principalmente quando os vizinhos alemães da chácara ao lado faziam suas Cucas. Nunca vou me esquecer daquela vontade que não acabava quando o cheiro desaparecia no ar.
Acredito que foi a partir daí que minha vida começou a mudar e o desejo de cozinhar foi ficando cada vez maior.
Hoje, sou uma nutricionista que ama demais a profissão, mas que a arte de cozinhar é a chave mestra que conduziu minha vida até aqui. Um pouco de farinha trigo e muitas idéias e... pronto! Lá estou eu envolvida mais uma vez tentando fazer alguma variação dentre tantas que já existem no mercado. Também trabalho com pães todos os dias, e cada um é um novo começo e um novo desafio
E assim surge o meu ‘blog’. Um pequeno diário com parte da minha rotina e da minha história que vai mostrar a vocês como a vida e a cozinha podem ser apaixonantes!
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