Voltando ao passado, não dá para esquecer como iniciei a fabricação de pães.
Em um final de semana, quando tinha mais ou menos 30 anos, resolvi que iria fabricar pães para vender e não seria mais empregada de ninguém; seria uma empresária.
Quanta ignorância meu Deus!
Minha cunhada, que então era minha vizinha, veio me ajudar. Mas mesmo assim foi uma loucura! Não imaginávamos que daria tanto pão.
Nunca tive paciência com balanças, e na época eu nem tinha uma, por isso fazia tudo no “olhometro”. A situação não ajudava, a massa se multiplicava, eu estava cansada de ver tantos pães, eles estavam passando de crescidos e, pra piorar, o único forno que tínhamos, era o forninho do fogão. Minha sorte é que Ele sempre esteve do meu lado, e nunca me deixava errar na cozinha.
Hoje em dia, uso balança, pois como profissional não tinha outra forma de calcular os custos para venda e, como professora, preciso ser mais didática. Mas gosto mesmo é do meu “olhometro”, que é e sempre será minha melhor medida.
18 de fev. de 2010
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